É amanhã. O grande dia, o marco, o monolito em minha ainda curta vida. O dia em que farei dezoito anos.
É, em 18/08 estarei chegando à maioridade (trocadilho não-intencional: poutz, foi culpa minha ter nascido nessa data?). Pelo menos perante a lei. Passo a ter supostamente algumas garantias, como beber à vontade (coisa que eu não gosto muito), dirigir (não consigo nem andar de bicicleta, quanto mais pilotar um carro!), ir à motéis (mas com quem? E na prática dá pra entrar mesmo sendo menor), ser presa (vantajão...), votar (não conta, eu já voto desde os 16), comprar um imóvel (interessante... mas com que dinheiro?).
É claro que não vai acontecer nada comigo como no filme "13 going on 30" ou mesmo no clássico-pipoca "Quero ser Grande". Não vou dormir adolescente hoje e acordar completamente adulta amanhã. A única diferença é que vou ter que usar minha identidade com mais frequência agora, uma vez que ter carinha de 15 anos e 1,59m de altura não é exatamente o biótipo que me faria parecer mais adulta...
Já cresci em muitos pontos. Não acredito mais em correntes da sorte, não acho graça nenhuma em revistas para adolescentes (e mesmo algumas revistas femininas, como a Caras, são sem-graça para mim), não fico naquela bobeira de que só o rock salva (mas ainda assim, poupem-me do pagode!) e ainda o grande responsável por esse monolito: o concurso. Só fui perceber que a idade já estava começando a se manifestar quando passei. A possibidade de ter um emprego estável (ainda que só no ano que vem) me mostrou que acabou a época da farra. Não que eu não tenha direito a me divertir, de vez em quando.
A Pequena Maya, essa peraltinha, ainda existe forte em mim. É ela quem me faz ver desenhos animados, filmes da Disney, jogar videogame mais do que eu deveria e é a grande responsável pelos ataques de bobeira que eu tenho de vez em quando. Não quero que ela vá embora, eu gosto de tê-la ao meu lado. Se não fosse por ela eu seria terrivelmente chata e mal-humorada...
Whatever. Talvez a dita maioridade não seja algo tão objetiva assim. Conheço gente bem nova com cabeça de adulto e supostos "maiores" de idade que ainda agem como crianças birrentas e/ou adolescentes chatinhos. Vou continuar sendo só eu mesma. Ainda que com uma carga maior de responsabilidades perante o mundo.
Surto postado por Midnight Maya às 23:19




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